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A Filosofia como um produto?

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  (Tempo de leitura: 3 minutos) Em tempos onde tudo é precificado, quantificado e visibilizado, caixas de produtos são fabricados para à venda ao consumidor. Essas caixas podem ser de objetos mais concreto, um computador, até o mais abstrato, tutorias pelo caminho da autoajuda. Nesse caminho da profissionalização de palestrantes, intitulados como “coach”, evidencia-se a necessidade do eu pelo um outro, “guru”. Tal visão escancara a dependência que as pessoas têm de um mestre. Seja ele o Pastor, o Padre, o Psicólogo ou o Coach. Em contrapartida, a aversão que há por parte da sociedade pelas figuras eclesiásticas, há também pelas figuras de mentoria. Um dos argumentos mais latentes sobre a figura dos coach é: seriam eles a banalização acadêmica da Filosofia? Ou os mercadores do produto Sabedoria? Se a Filosofia fosse uma religião, seriam os coaches os falsos profetas? Pré-conceitos como esses podem atropelar a observação de todo um processo de construção entre terapeuta e pacie...