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Ela será amada

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  (Tempo de leitura: 2 minutos) Viajei por alguns quilômetros para vê-la e quando cheguei, por mais que eu quisesse ser o protagonista da cena, me tornei expectador do belo pôr do sol na praia. Ainda admirado com a calmaria das ondas, sentei ao seu lado, ficamos de frente para o mar. Toquei a sua mão, e em seu ouvido compartilhei meu fone. Entre o ritmo das ondas, a música “She Will Be Loved” da banda Maroon 5 dançava em nossos ouvidos. “Rainha da beleza de apenas 28 anos”, “Ela sempre pertenceu a outro”, “A garota do sorriso partido” . Ela ficou um pouco. Quando a música acabou, se levantou e foi embora... Foi assim que numa praia do Peruíbe eu conheci a garota que seria amada. And she will be Loved .

"Fraqueza" de expressão

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                                                                                                                                   (Tempo de leitura: 2 minutos) Por: Mike Silva  Estou “morrendo” de fome. Dependendo da situação, é difícil morrer de fome, mas por “força” de expressão , acabamos exagerando algumas vezes. Mas sim, é necessário usarmos essa força para nos expressarmos. Na verdade, o problema é quando falta força para nos expressar, independentemente da situação. Já ouviu falar que guardar sentimento causa câncer? Pois é, aí que tá a “fraqueza” de expressão. Quando falta força. Uma vez me falaram – Guardar isso pra você vai te matar por dentro – ...

O Sem-Rosto

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  (Tempo de leitura: 3 minutos) Gosto muito da cultura e mitologia japonesa; e me chama a atenção uma divindade que possuem. A divindade chamada por "Noppera-bo", traduzido geralmente para “Sem-Face” ou “Sem-Rosto”. São entidades (há vários "Noppera-bo") muito tímidas, de pouco contato com os seres humanos. Quando aparecem se transformam em pessoas comuns, às vezes passando por alguém da família diante da vítima, antes de fazer sua face desaparecer. Há algumas literaturas que resgatam esse ser, entre elas, a minha favorita: “A Viagem de Chihiro” (2001) do Studio Ghibli. Nessa animação é mostrada uma versão do Sem-Face. Ele muda o seu comportamento de acordo com as atitudes de quem está a sua volta, também possuindo o poder de absorver certas características das vítimas a qual devora. Em uma ótica alinhada à apresentação do anime está a minha identificação com o Sem-Face: é um ser solitário que parece sustentar-se sobre as emoções das pessoas que ele encontra. Record...

VOCÊ

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São quatros letras, seja inglês ou em português: Love – Amor. Já me apaixonei por muitas mulheres com os nomes mais diversos possíveis: Andreza, Cinthia, Jéssica, Lia, Marina, Silvana. Mas com você... com você é diferente Love! É isso que a personagem Joe da série “You“ acredita. Percorrendo uma trama com elementos de psicopatia, relações doentias e tecnologia, o enredo abre muitos pontos para discussão. Uma dessas discussões é as fronteiras que separam os personagens de nós mesmos. Em uma complexidade há tempos intitulada por Freud como o “complexo de Édipo”, a série revela um envolvimento perturbador entre um filho e uma mãe. A relação ou a não-relação construída na infância acaba sendo norteadora para as relações futuras. Até hoje me pergunto o quanto busco a figura da minha mãe nas mulheres e isso é totalmente freudiano. Até que ponto devo observar as mulheres ao me redor idealizando-as nos nossos mínimos gostos em comum? Mas o fato é que atraímos aquilo que é mais parecido com...

A Filosofia como um produto?

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  (Tempo de leitura: 3 minutos) Em tempos onde tudo é precificado, quantificado e visibilizado, caixas de produtos são fabricados para à venda ao consumidor. Essas caixas podem ser de objetos mais concreto, um computador, até o mais abstrato, tutorias pelo caminho da autoajuda. Nesse caminho da profissionalização de palestrantes, intitulados como “coach”, evidencia-se a necessidade do eu pelo um outro, “guru”. Tal visão escancara a dependência que as pessoas têm de um mestre. Seja ele o Pastor, o Padre, o Psicólogo ou o Coach. Em contrapartida, a aversão que há por parte da sociedade pelas figuras eclesiásticas, há também pelas figuras de mentoria. Um dos argumentos mais latentes sobre a figura dos coach é: seriam eles a banalização acadêmica da Filosofia? Ou os mercadores do produto Sabedoria? Se a Filosofia fosse uma religião, seriam os coaches os falsos profetas? Pré-conceitos como esses podem atropelar a observação de todo um processo de construção entre terapeuta e pacie...

Acidentes acontecem

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O corpo do ser humano é incrível, tão complexo que, pode ser usado em diversas analogias. Não há analogia para anatomia humana que esgote a beleza da natureza. Podemos comparar o funcionamento do corpo humano a um computador, a um pássaro ou mesmo ao próprio universo. Particularmente, gostaria de compará-lo a um carro. Sim, um carro. Um carro em movimento, em velocidade. Possuindo uma origem, mas não necessariamente um destino. Pensando na movimentação do veículo, não tem como escapar de uma realidade: batidas e acidentes acontecem! E o meu desafio aqui é: não comparar sobre um acidente que pudesse ser evitado. Não é aquele tipo de acidente evitável, em que, se o motorista não tivesse preocupado em mexer no celular ou se distraído para sintonizar outra rádio. Acidentes de carro acontecem... Nós nunca estamos preparados. A gente até vê acontecer no cinema, quase sempre, com uma música de fundo, acompanhada de uma cena onde um farol alto bate nos olhos. Na dramaturgia é fácil romantizarm...

Mensagens perigosas

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  Quando eu era uma criança de cinco ou seis anos, eu gostava de pegar folhas de caderno e, ainda que, não soubesse escrever, eu pegava a caneta e ondulava algo entre as linhas. Em seguida, arrancando-a do caderno passava a minha língua e as envelopava. Quero ser carteiro! Era um caminho promissor. Eu ia à casa de dois, três vizinhos e lá, literalmente, jogava a carta. Eu seria um entregador de carta promissor, se não fosse, algumas situações traumáticas. Ouvir os vizinhos praguejando: “quero saber quem é o infeliz que está sujando o meu quintal.” Ver a minha mãe desesperada: “olha o valor dessa conta de luz!”, meu pai estressado: “De novo a fatura do cartão está alta!?” Quando vi essas cartas, desisti de ser o carteiro. Aí me chegou ao conhecimento de que existem cartas boas, algumas eu escrevi e recebi no primário. No ensino médio, a gente entregava a carta para o remetente, mas não de forma escrita, tinha de chamar a pessoa de canto e entregar o “xaveco”. Aí veio a relig...